O que é a Laparoscopia e como ela pode ajudar no tratamento das doenças inflamatórias intestinais.


O que é laparoscopia?


Laparoscopia é uma cirurgia que incisa a parede do abdômen para operar os órgãos intra-abdominais com a ajuda de uma lente chamada Laparoscópio. Inicialmente, esse equipamento era utilizado pelos médicos apenas para o diagnóstico e retirada de pequenas porções de tecido para análise laboratorial. Com o desenvolvimento dos instrumentos cirúrgicos nas últimas décadas, o laparoscópio passou a ser utilizado também para fins cirúrgicos em diversas especialidades médicas como a ginecologia, urologia e a gastroenterologia.

A cirurgia laparoscópica tem sido bastante recomendada para a retirada da vesícula, correção de hernia do hiato, doenças inflamatórias intestinais e, mais recentemente, na realização de cirurgias bariátricas para o tratamento da obesidade. O nome “laparoscopia” vem do grego “láparos”, que significa abdômen.


Como funciona a Laparoscopia?




A cirurgia é precedida pela introdução de gás CO2 (gás carbônico) que separa os diversos órgãos localizados no abdômen, permitindo introduzir com segurança o laparoscópio. Esse procedimento é fundamental, visto que todos os órgãos localizados na cavidade abdominal encostam-se uns aos outros. Usa-se então um aparelho chamado insuflador, que controla o volume e a pressão do gás insuflado, informando o médico sobre a quantidade adequada de gás dentro da cavidade abdominal e evitando maiores complicações.

Quando a cavidade está devidamente distendida, o médico introduz o laparoscópio no paciente por meio de uma pequena incisão feita no abdômen. Através de um sistema de fibras ópticas, o laparoscópio transmite imagens do interior da cavidade abdominal para um monitor de vídeo, que permite ao médico visualizar o local a ser operado. Feito isso, são realizadas novas incisões pelas quais são introduzidos os instrumentos a serem utilizados pelo cirurgião. Esses instrumentos são muito similares aos usados em uma cirurgia tradicional, só que bem mais delicados.





Vantagens da laparoscopia




Incisão menor, menos invasiva
As vantagens do procedimento em relação a uma cirurgia convencional são a pouca dor no pós-operatório com destaque para a redução no uso de analgésicos, saída precoce do hospital, ótimo resultado estético e retorno quase imediato às atividades cotidianas.

Outra vantagem é a redução da taxa de infecção durante o processo operatório. Isso ocorre porque os tecidos intra-abdominais não são expostos ao ar ambiente durante longos períodos, como ocorre quando o abdome é aberto em cirurgias tradicionais.

A boa resolução da imagem captada pelo laparoscópio também oferece ao cirurgião melhor exposição dos órgãos doentes e suas estruturas adjacentes, vasos sanguíneos e nervos. Como resultado, manobras delicadas podem ser realizadas para proteger estruturas vitais durante a remoção ou o reparo dos órgãos doentes.

Em mulheres esse detalhe é muito importante, pois a laparoscopia promove a menor ocorrência de aderência pós-operatória, uma das causas mais comuns de infertilidade feminina.

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A laparoscopia pode ser útil no tratamento da doença de Crohn e colite ulcerativa?





Técnicas laparoscópicas tem sido aplicadas a pacientes com doença de Crohn desde do início dos anos 1990, mas ainda hoje a utilização deste método no tratamento da doença é um tema controverso entre especialistas. Isso porque a natureza inflamatória da doença de Crohn torna a cirurgia bastante complicada. De todo modo, é consenso entre os cirurgiões que se trata de uma cirurgia difícil do ponto de vista clínico, com tempo operatório elevado e risco de conversões. Ainda assim, é uma alternativa viável para muitos portadores da doença. O procedimento, no entanto, ainda não é muito utilizado em casos de colite ulcerativa devido a ausência de estudos que comprovem a segurança dessa cirurgia no tratamento da doença.


Indicações de laparoscopia para quem sofre de doença de Crohn


As principais indicações para cirurgia laparoscópica em casos de doença de Crohn são: doença ileocólica recorrente e primária; estenoses isoladas do intestino delgado ou grosso, sepse anorretal, retardo de crescimento, obstrução por estenose ou aderência, inflamação pancólica, dor recorrente ou persistente e necessidade de restabelecimento da continuidade intestinal.



Contra-indicações de laparoscopia para quem sofre de doença de Crohn


Os médicos não indicam a realização de cirurgia laparoscópica quando o paciente com doença de Crohn apresenta doença aguda grave, aderências múltiplas ou densas, impossibilidade de identificar a anatomia normal, perfuração não-bloqueada, peritonite difusa, grande abscesso ou flegmão e fistulas complexas múltiplas.

Em todo caso, o ideal é consultar o seu médico para saber se esse método pode ajudá-lo no tratamento da doença de Crohn.

Complicações da cirurgia laparoscópica


Alguns pacientes tem relatado como principais desvantagens desse método a dor e o incômodo provocado pela distensão abdominal, cicatrizes permanentes, hemorragia vaginal (no caso das mulheres), infecções, abcessos, hematomas, peritonites, enfisemas. Pacientes com histórico de doenças cardíacas ou respiratórias, obesidade, hérnia diafragmática e doenças inflamatórias pélvicas, bem como mulheres grávidas, devem discutir previamente com especialistas a possibilidade de realização da cirurgia.



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